Colégio Agostiniano São José inicia visitas do Projeto de Educação do Voluntariado

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Nos dias 24 e 25 de agosto aconteceu a primeira visita a instituições que fazem parte do Projeto de Voluntariado educativo do Colégio Agostiniano São José. O programa, que começou este ano, pretende promover o crescimento quantitativo e qualitativo, dos jovens, a fim de contribuir para o desenvolvimento social.

Cerca de duas centenas de alunos visitou instituições: Lar Vicentino, creche de Santa Mônica a creche Santa Rita, que são assistidos pela Sociedade Agostiniana de Educação e Assistência; a Luz do Amanhã e o Lar Emmanuel, reuniu-se, pelo Sopro de Amor.

Os alunos são divididos em cinco grupos: a Harmonia Agostiniano, com vestes de instrumentos e apresentações de dança, canto e rodas de música, Fraternidade Agostiniana, que desenvolve jogos e entretenimento educacional, O Colorido st. Agostinho, com a arte circense, a Companhia de Teatro Agostiniano, com teatro e Santo Agostinho, com aulas e os temas básicos da Língua inglesa.

Muitos alunos vieram de fora da primeira visita emocionado. A estudante Karina Marchetti, um voluntário na Companhia de Teatro, Agostinianos, afirmou que ele tinha a possibilidade de se sentir mais perto do povo e, ao mesmo tempo, me senti uma pessoa melhor.

“A experiência foi ótima, aprendemos a dar mais valor a vida, parar de reclamar e agradecer mais”, disse Sofia Bozzolan, que faz parte do grupo Harmonia Agostinianos.

Já a jovem Nicole Guizilini, que faz parte do grupo Saint Augustine, visitou a creche em Santa Monica, informou que todas as crianças do lugar que deseja receber, é o amor e descreveu a experiência gratificante.

Toda a programação, reuniões, trabalhos, e visitas a instituições parceiras serão contados como horas de trabalho voluntário, para o aluno, no final do Programa, você pode receber um certificado de voluntariado.

A próxima visita será no dia 22 e 23 de setembro.

Em 2 de novembro de 2003, Luiz Inácio Lula da Silva começou sua primeira visita presidencial para a África, em uma viagem que marcou o início da mais importante aproximação do Brasil com o continente. Dez anos depois, nunca a presença brasileira na África foi tão forte. Por um lado, a liderança africana acusação de que o Brasil pode fazer mais para o continente e empresários brasileiros consideram que os laços económicos poderia ser maior, se comparado a outras economias emergentes. Por outro, crescentes críticas e protestos contra a atuação brasileira em países africanos.

“Ele foi lá (em 2003) uma porta muito grande. O brasil era um país completamente separada da África. Em todos os lugares que ele ia, o povo viu a expectativa de que o papel que o Brasil pode assumir. Antes da viagem, foi uma coisa do presidente. Lá, ele foi se tornando um desejo em política”, diz o senador Humberto Costa (PT-PE), que fazia parte da delegação do ministro da Saúde.

Durante uma semana, a comitiva visitou as cidades de São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, África do Sul e Namíbia. Se ela também visitou a região centro de Moçambique, teria visto os despojos da tentativa anterior de Brasil para ficar mais perto da África. Entre a ferrugem e a vegetação, ainda se lia a inscrição “Made in Brazil” em locomotivas abandonadas fora da via férrea de Sena, que foi completamente destruída em 16 anos de guerra civil entre a Frelimo e a Renamo, que terminou em 1992.

As máquinas foram adquiridas pelo governo de Moçambique, da General Electric no brasil, com cartas de crédito do Banco do Brasil, entre o final dos anos 70 e início dos anos 80, uma época em que os regimes de Ernesto Geisel e João Figueiredo levou o Brasil para a África pela primeira vez.

Dez anos após a viagem de Lula, em 2013, a estrada de ferro do Sena é re-ativado e é coberto por locomotivas em verde e amarelo. Desta vez, com o logotipo da Vale do Rio Doce, que ganhou a concessão para explorar carvão em moçambique e tornou-se o maior investidor no país. Hoje, a empresa de mineração é criticada pelas condições de cerca de mil famílias assentadas e também pelos termos do contrato assinado com o governo moçambicano. E ver o fluxo de minério de ser ameaçado por um novo conflito entre a Frelimo e a Renamo.

“O brasil quer participar dessa transformação em Moçambique e na África”, disse Lula, em Maputo, a capital do país, em 2003. “Queremos uma relação de parceria. Não queremos hegemonia em ninguém.”

Estratégia. A primeira parada da viagem de 2003 tinha um objetivo simbólico. São Tomé e Príncipe, uma ilha de 190 mil habitantes, foi uma das portas de saída de escravos para o Brasil. O país sinalizou que ele tinha um objetivo moral na abordagem de África: pagar uma “dívida histórica” assumida pela escravidão. O brasil tem procurado diversificar os parceiros comerciais no exterior, para abrir novas fronteiras de investimento e ganhar mais espaço nos organismos, a tomada de decisão internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU.

As viagens foram o primeiro elemento da estratégia de Lula para levar o Brasil para a África. “A política é como se fosse o cheiro de um perfume. As pessoas precisam saber, se você olhar nos olhos, toma-o na tua mão”, justificou o ex-presidente de Moçambique. Após a viagem inaugural, Lula fez o outro 34. Se ele tivesse ido de uma vez, ele teria passado dois meses na África durante seus oito anos de governo. De Figueiredo – o primeiro presidente a viajar para um país africano – Fernando Henrique Cardoso, houve 15 viagens. A presidente Dilma Rousseff realizou mais 7 visitas.

Outra chave para a nova política africana, foi a criação de novas embaixadas. Em dez anos, foi aberta a metade dos 39 existente em África foi de 54 países. “Nós quase começou a jogar batalha naval”, diz o embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, responsável para a África e o Oriente Médio no Itamaraty. “Agora estamos de enchimento de que os ossos que cresceu rápido demais. Eu tenho lugares onde o embaixador é um com um funcionário administrativo”.

A cooperação sul-sul foi um terceiro eixo de abordagem. Em dez anos, o Brasil realizou mais de 600 projetos de transferência de conhecimento e tecnologia em 43 países africanos. Destes, 145 estão em andamento – em 2002, foram 21 em seis países. Os maiores são executados em conjunto com o Senai, Embrapa) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Lula também criou um departamento de cooperação humanitária e de Relações. Nos últimos anos, os programas sociais brasileiros começaram a atrair a atenção de países africanos. Já existem iniciativas semelhantes para o Bolsa família e os projectos-piloto do Programa de Aquisição de Alimentos.

“O brasil é um “soft power”. Ele é percebido como um país amigo, país que tornou as coisas, e que não é apenas falar o que falar. E também de não vender apenas para vender. É a partilha”, diz o embaixador Jorge Chediek, que chefia o escritório brasileiro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

De negócios. Em 2003, a comitiva presidencial foi acompanhado por um grupo de empresários. Um deles foi convidado para o avião presidencial: Emílio Odebrecht, proprietário da empresa de construção que já era uma das maiores empresas brasileiras na África.

Os empresários começaram a acompanhar o governo em viagens para o continente. “As missões no brasil e na África eram impressionantes. Tinha a missão a cada três meses. Há países como a República Centro-Africana, Burkina Faso, que nunca iria, se não fosse para as missões que o governo brasileiro tinha na época”, disse Miguel Peres, diretor-superintendente da Odebrecht em Moçambique.

A partir de 2003 para 2012, o comércio exterior com a África aumentou de us$ 6 bilhões para us$ 26,5 bilhões. O continente ainda ocupa uma pequena parte do total da balança comercial brasileira – foi de 5,1%, em 2003, para 5,7%, em 2012. Mas, sim, ele é um parceiro importante – o quinto maior comprador do Brasil, atrás de China, Estados Unidos, Argentina e Holanda.

Também na última década, pelo menos 500 empresas nacionais estabeleceram-se em países africanos. Para facilitar os negócios, o Banco do Brasil e BNDES alocou mais de us$ 4 bilhões em créditos para a exportação. Os empresários brasileiros se queixam de que ainda é pouco comparado com o que outros mercados emergentes, como a China e a Índia, oferecer para a África.

Já a vaga permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas não surgiu. Em 2005, uma divergência entre a União Africana e o grupo formado por Brasil, Alemanha, Japão e Índia lutou contra o avanço das discussões. Em compensação, a África ajudou a eleger José Graziano para o comando da FAO (Organização das Nações Unidas para alimentação e Agricultura) em 2012. E o diplomata Roberto Azevêdo para a Organização Mundial do Comércio (OMC), em maio deste ano.

Problemas. Se, por um lado, os laços têm crescido, por outro, há ainda muito a fazer para aproximar os dois lados do Oceano Atlântico. As compras do Brasil, da África ainda estão concentradas em petróleo – 71% de todas as importações na década. Entretanto, três quartos dos quais o Brasil vendeu no período foram de produtos manufaturados – uma proporção maior do que o verificado nas vendas para o resto do mundo.

“O brasil pode fazer mais. Ele está presente pela mineração e construção. Este é o modelo antigo. Se não evoluir, estará exausto”, disse a guiné-bissau, Carlos Lopes, que preside a Comissão Económica para África das Nações Unidas (Uneca).

O desempenho das empresas brasileiras, também tem manchado a imagem do Brasil. “Com o Brasil havia uma expectativa ingênua de que” nós nos entender melhor. E então, se revelou algo que é igual a lógica do outro, essas empresas powerfuls de todo o mundo. Não é uma decepção. Se houvesse uma empresa da França, da Inglaterra, havia uma expectativa de que era diferente”, diz o escritor moçambicano Mia Couto.

Já identiady na área da cooperação sul-sul, o Brasil não atender às solicitações dos países africanos, por falta de fundos. A Agência Brasileira de Cooperação (ABC), responsável pelo setor, tinha orçamento limitado no governo Dilma, e hoje só executa projetos assinados em anos anteriores. Enquanto em 2010 foram iniciadas 141 iniciativas, em 2013, foram menos de 10. A cooperação é uma peça chave do prestígio do Brasil com os países africanos. Em 2013, o diretor da ABC tem acompanhado Roberto Azevêdo uma peregrinação para a África em busca de votos para a OMC. Em 9 dias, visitou 14 países africanos.